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DOSSIÊ

DOSSIÊ PARA REGISTRO DOS SISTEMAS CULINÁRIOS DA COZINHA MINEIRA: O MILHO E A MANDIOCA

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Registrar a cozinha mineira como patrimônio cultural do estado de Minas Gerais é reconhecer a nossa identidade. É valorizar o que diferencia e caracteriza o modo mineiro de ser e estar em seu território. É evidenciar, sobretudo, a narrativa da mineiridade para si e para o outro, por meio de sabores, aromas, ingredientes, modos de fazer, viver e conviver.

A nossa hospitalidade está na cozinha. Ela passa pelo fogão a lenha, pelo café coado, pela quitanda e pelo queijo produzido artesanalmente. Estende-se aos quintais, às hortas e aos pomares. O afeto e o acolhimento ganham mais sabor com a doçaria e movimentam-se nos tachos, no embalo das tradições.

Compreender a cultura alimentar mineira, com sua origem e permanência interculturais, é o que norteia o projeto Cozinha Mineira Patrimônio, realizado pelo Instituto Periférico em cooperação técnica com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). Por meio desta iniciativa, foi encaminhado ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep) o pedido de registro dos sistemas culinários da cozinha mineira como bem cultural imaterial do estado.

Para esse processo de patrimonialização, uma das etapas foi a construção de um dossiê técnico que elegeu os sistemas culinários do milho e da mandioca como primeira caracterização para o registro da cozinha mineira. O recorte abordado neste dossiê, intitulado “Sistemas Culinários da Cozinha Mineira - o Milho e a Mandioca”, justifica-se pela expressiva presença dos dois insumos na cultura alimentar de Minas Gerais, o que foi confirmado pelo levantamento documental realizado junto às fichas de inventário encaminhadas pelos municípios no âmbito do programa ICMS Patrimônio Cultural[1].

O dossiê reúne, em seus capítulos, a caracterização da cozinha mineira, tanto a partir da perspectiva histórica quanto antropológica, suas principais referências culturais, a importância dos povos originários e da presença africana no estado, as formas de abastecimento e a conformação de uma cultura alimentar a partir do milho e da mandioca. Também integram o dossiê a indicação dos diversos sistemas culinários presentes no estado, com caracterização dos sistemas do milho e da mandioca, além de reflexões sobre as dinâmicas de transformação e continuidade, em especial o protagonismo da diversidade biológica e cultural, a hegemonia das práticas agrícolas modernas e as ameaças à soberania alimentar. O dossiê apresenta como considerações finais diversas propostas para ações de salvaguarda, com as respectivas estratégias para a sua implementação.

Toda a construção do dossiê foi realizada por uma equipe de experientes pesquisadores que trabalharam junto às mais diversas fontes. Para desenvolvimento de seu conteúdo, o percurso metodológico adotado no dossiê passou por levantamento documental, pesquisa bibliográfica, reuniões para escuta e diálogo, bem como análise dos dados identificados em relatório técnico que apresentou o resultado da pesquisa feita diretamente no acervo de documentos do programa ICMS Patrimônio Cultural, pertencente ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Essa pesquisa buscou, detalhadamente, referências da nossa cozinha nos bens culturais imateriais identificados pelos municípios mineiros participantes do programa.

O dossiê “Sistemas Culinários da Cozinha Mineira - o Milho e a Mandioca” pode ser acessado abaixo, apresentando-se como uma importante referência para estudos e pesquisas sobre a nossa cozinha e sua centralidade para a formação da identidade de todos os mineiros.

Também encontra-se disponível o parecer elaborado pelo conselheiro Flavio de Lemos Carsalade.

Boa leitura!

[1] O programa ICMS Patrimônio Cultural incentiva os municípios mineiros a preservarem seu patrimônio cultural por meio de repasse de recursos, além de estimular ações de salvaguarda dos bens protegidos diretamente pelos municípios.

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